mário e paraty: vidas paralelas

Mário e Paraty: vidas paralelas estabelece diálogo entre acervo de Mário de Andrade e de moradores de Paraty

Pesquisador apaixonado pelas raízes da cultura popular brasileira, o escritor Mário de Andrade (1893-1945), homenageado da Flip 2015, percorreu como “turista aprendiz” o país de Norte a Sul para compreender o povo, os valores, a base da civilização que ele pretendia construir e chamar de Brasil. O diálogo entre as viagens e descobertas de Mário e a cultura local estão presentes na exposição Mário e Paraty: vidas paralelas, em cartaz na Casa da Cultura de Paraty durante a Flip 2015 e logo em seguida na sede no Iphan de Paraty, ao lado da praça da Matriz até o dia 30 de agosto de 2015.

Aberta durante a Flip 2015, a mostra reúne vídeos com depoimentos de moradores locais, fotografias antigas das famílias paratienses e fotos feitas por Mário de Andrade em suas viagens pelo Brasil. As fotos foram cedidas pelo Arquivo do Instituto de Estudos Brasileiros – USP, que detém maior parte do acervo do Mário.

A exposição Mário e Paraty: vidas paralelas é uma iniciativa da Flip e do Museu do Território de Paraty que visa manter em constante atualização as ideias e obras de Mário de Andrade, o diálogo entre o presente e o passado, a preservação do patrimônio material e imaterial.

Questão cara ao autor de Macunaíma, a preservação do patrimônio arquitetônico, histórico e cultural do Brasil surge em sua vida nos primeiros anos do modernismo, na década de 1920. Por sua pesquisa e interesse na matéria, Mário, então secretário do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, é convidado, em 1936, pelo ministro da Educação, Gustavo Capanema, durante o curto período constitucional da Era Vargas, a elaborar um documento para a criação de um instituto nacional de preservação do patrimônio brasileiro. O documento desenvolvido por Mário serve de base para a estrutura e as políticas que seriam implementadas a partir de então pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Criado por decreto em 1937, o SPHAN serviu de base para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O instituto é o responsável pelo tombamento e preservação da história de Paraty.

 

de 01 a 05 de julho de 2015 no pátio da casa da cultura de paraty
de 13 de julho a 30 de agosto de 2015 na sede do Iphan em paraty

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