falando alemão: um relato sobre a mesa zé kleber

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A mesa da Flip reuniu os escritores Geovani Martins, Deocleciano Moura Faião e Katjusch Hoe, com mediação de Carlito Azevedo

por Alexandre Pimentel

O mediador Carlito Azevedo apresentou os três escritores, que participaram de oficinas nas Bibliotecas Parque de Manguinhos, Rocinha e Alemão do Laboratório Setor X, criado pela editora Anna Dantes. Ao contrário do que se poderia esperar, apontou ele, não se tratam apenas de autores limitados à produção de textos com temas ligados à crítica social, mas autores de literatura.

Carlito apontou ainda a tradição do Estado de transformar rebeldia em obediência e em resultados. Mas que seria impossível controlar a explosão de rebeldia contida nos textos.

Geovani contou sua trajetória como leitor, iniciada nas histórias em quadrinhos, e o papel de sua avó, que o apresentava como alguém que gosta de ler. Leu seu conto “O Rojão”, no qual relata, do ponto de vista do objeto, o episódio que terminou com a morte de um cinegrafista em um protesto no Rio de Janeiro.

Deocleciano lembrou sua trajetória como leitor de contos e crônicas e o fato de ter sido sempre um frequentador de bibliotecas. Antes da leitura de seu poema “Ogum”, o escritor apontou que só consegue mostrar quem realmente é quando o é “poeticamente”. E que sabe que em algum momento precisará se enquadrar, dosando seus gestos, vocabulário e opção sexual, mas que não é esse o caminho que escolheu até o momento, mas sim o da rebeldia.

Katjusch, nascida no sul da Alemanha e moradora do morro do Chapéu Mangueira há dois anos, narrou sua trajetória iniciada no teatro, antes de chegar à literatura, o que se deu por meio de oficinas. A escritora leu o texto “O Rio”, em que narra sua visão sobre o que caracteriza a cidade.

 

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