museu do território na flip

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Mesas sobre a relação do homem com o território, exibição de depoimentos de moradores de Paraty, noite de autógrafos de livros sobre a cidade e um cortejo de maracatu estão entre as ações do museu nesta edição da Flip

A Festa Literária Internacional de Paraty é um dos momentos mais especiais de celebração da cultura na cidade. Ao longo dos anos, a Flip vem abrindo importantes espaços para a apresentação de artistas locais e grupos representativos das tradições populares presentes no município. Em edições anteriores, a programação Festas de Paraty procurou incentivar a produção local e fortalecer os laços da cidade com a Flip, promovendo encontros de músicos, grupos de dança, mestres cirandeiros e outros artistas locais.

Nesta edição da Flip (1 a 5 de julho de 2015), essa intenção será retomada por meio de ações do Museu do Território de Paraty inseridas na programação da festa literária. Entre elas, mesas em que a discussão sobre o território será central, uma noite de autógrafos com autores de livros sobre a memória da cidade e um cortejo com um dos grupos que representam as manifestações populares presentes na cidade (veja abaixo a programação completa).

Nos intervalos das mesas da programação principal, os telões exibirão entrevistas que fizeram parte da exposição Histórias e Ofícios do Território, realizada pelo museu no final de 2014. Durante a Flip, os depoimentos serão exibidos no pátio da Casa da Cultura, como parte da na exposição Mário e Paraty: vidas paralelas.

Autor homenageado desta edição da Flip, Mário de Andrade é uma das principais referências para todos que trabalham com culturas populares e indígenas. Isso se deve especialmente a seu papel na criação e viabilização da Missão de Pesquisas Folclóricas, a suas viagens como “turista aprendiz” às regiões nordeste e amazônica e ao fato de ter desenhado o anteprojeto do Serviço do Patrimônio Artístico Nacional (que deu origem ao atual IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que já apontava a importância da arte popular e indígena, inclusive em sua dimensão imaterial.

O Museu do Território de Paraty é um projeto que tem como missão pesquisar, documentar, interpretar e comunicar as transformações territoriais do município de Paraty. Suas ações não estão limitadas ao campo da pesquisa documental, mas incluem ações que visam trazer à luz questões centrais sobre a cidade, como o papel da memória e seus significados, suas identidades e representações.

Programação completa do Museu do Território de Paraty na Flip 2015

Mesas na programação principal
Um dos eixos temáticos da Flip 2015 é a relação do homem com o território. Essa discussão – em suas dimensões social, cultural e geográfica – será abordada na mesa literária A cidade e o território, e na tradicional mesa Zé Kleber, que vai reunir poetas e artistas do Complexo do Alemão.
mesa 1 – A cidade e o território
Antonio Risério, Eucanaã Ferraz – mediação João Bandeira
quinta às 10h, na Tenda dos Autores
mesa zé kleber – Falando alemão
Geovani Martins, Deocleciano Moura Faião, Katjusch Hœ – mediação Carlito Azevedo
quinta às 12h, na Tenda dos Autores

Mesas na programação FlipMais
A dimensão antropológica das atuações do autor homenageado é retratada na mesa Caminhos de Mário: a dimensão antropológica na cultura. O expressivo e requisitado acervo do escritor é assunto da mesa As gavetas de Mário.
Caminhos de Mário: a dimensão antropológica na cultura
Alexandre Pimentel, Manoel Vieira, Maria Pereira – mediação Vera Schroeder
sábado às 14h30, na Capelinha
As gavetas de Mário
Elisabete Marin Ribas – mediação Guilherme Freitas
sábado às 17h, na Capelinha

Exposição Mário e Paraty: vidas paralelas
Exibição de vídeos com depoimentos de moradores de Paraty, fotografias antigas pertencentes aos acervos das famílias dos entrevistados, e fotos feitas por Mário de Andrade, em suas viagens como ‘turista aprendiz’ pelo Brasil, cedidas pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP).
Pátio da Casa da Cultura de Paraty

Placas com depoimentos de moradores
Como parte do programa de História Oral do Museu do Território de Paraty, quinze placas com depoimentos de moradores da cidade foram instaladas em diversos pontos do Centro Histórico e podem ser visitadas num roteiro sugerido pelo museu. Mais informações aqui.

Noite de autógrafos de livros sobre Paraty
Autores de publicações importantes para valorização da memória da cidade, o comendador Antonio Conti e o casal Thereza e Tom Maia participarão de uma noite de autógrafos na Casa de Cultura de Paraty. Antonio Conti, o Comendador, é uma das memórias vivas de Paraty. Possui um importante acervo de fotos de família, que registram as transformações da cidade. Um dos fundadores do antigo jornal de Paraty, Conti publicou uma série de artigos em favor da construção da estrada Paraty-Cunha. Lançado em março de 2015, seu livro Minha luta pela estrada Paraty-Cunha e obras públicas no município de Paraty narra essa trajetória. Thereza e Tom Maia estão entre os fundadores do Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), sendo importantes parceiros do Museu do Território de Paraty em sua missão de documentar, refletir e comunicar a transformação territorial da cidade. Publicado pela primeira vez há 40 anos, seu livro Paraty religião & folclore, ontem & hoje acaba de ganhar nova edição, atualizada e ampliada. O casal, que há muitos anos vem se dedicando à pesquisa dos valores culturais brasileiros, realiza um reconhecido trabalho em prol da valorização da cultura paratiense.
sábado às 19h30, no pátio da Casa da Cultura de Paraty.

Exibição de depoimentos de moradores de Paraty
Nos intervalos das mesas da programação principal, serão exibidos depoimentos em vídeo que fizeram parte da exposição Histórias e Ofícios do Território – A vida em Paraty antes da construção da Rio-Santos, realizada pelo museu em dezembro de 2014, que deu voz a moradores antigos da cidade. Novos depoimentos, ainda inéditos, de representantes de manifestações culturais populares e indígenas do município também fazem parte do material que será exibido.

Programação de espetáculos
Mário de Andrade e sua compreensão territorial estarão presentes também na programação de espetáculos. No show de abertura, Luis Perequê, Dani Lasalvia e Os Caiçaras trazem à tenda da Flipinha a música popular, que sempre fez parte dos estudos de Mário. Na Igreja da matriz, serão entoadas peças de Bach e Villa-Lobos, intercaladas com textos do escritor (Circuito BNDES Musica Brasilis). Em diversos espaços de Paraty, performances da Companhia Carroça de Mamulengos evocam o lúdico e o popular.
Show de abertura
Luís Perequê, Dani Lasalvia, Os Caiçaras
quarta às 21h30, na tenda da flipinha

Cortejo do Maracatu Palmeira Imperial
O grupo Maracatu Palmeira Imperial, que há oito anos representa uma importante forma de expressão da cultura popular do país, realiza o cortejo de encerramento da Flip. O grupo, que realiza um importante trabalho com oficinas de formação e mantém fortes laços com sua matriz em Pernambuco – a Nação Porto Rico – foi escolhido por representar uma tradição registrada no Nordeste brasileiro, parte do roteiro por onde passou a Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938, organizada por Mário de Andrade.
domingo às 17h, na Praça da Santa Casa (saída da Tenda dos Autores).

Programação de parceiros

Circuito BNDES Musica Brasilis
Em sua sexta edição, o Circuito BNDES Musica Brasilis homenageia o escritor Mário de Andrade com um espetáculo que inclui obras de Villa-Lobos e Bach. As peças musicais serão intercaladas com textos do autor de Macunaíma, interpretados pelo ator Pascoal da Conceição.
quinta às 19h30, na Igreja da matriz
sexta às 10h, na Igreja da matriz (concerto didático)

Companhia Carroça de Mamulengos/Petrobras
A Companhia Carroça de Mamulengos é uma trupe de origem familiar – com brincantes, atores, músicos, bonequeiros, contadores de histórias e palhaços – que há 38 anos viaja o Brasil apresentando sua arte. Na Flipinha, a Carroça de Mamulengos vai apresentar, com o apoio da Petrobras, atividades de múltiplas linguagens.
quarta às 8h e 15h, na Praça da Paz
quinta às 8h e 14h, no EMEF Min Sérgio Mota; às 18h30, na Tenda da Flipinha
sexta às 14h, Praça da Matriz
sábado às 10h, Tenda da Flipinha
domingo às 9h, Tenda da Flipinha

Veja a programação completa da Flip 2015, aqui.

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